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“Desde a primeira vez que vi uma aeronave fiquei apaixonado” – Ronaldo Vitale

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Há pouco mais de dois anos, o comandante Ronaldo Vitale voltou a fazer parte da equipe da Helisul Aviação, como gerente do centro de serviços de Fixed Base Operator (FBO) em Congonhas, na capital de São Paulo, depois de uma passagem anterior como piloto. 

Como muitos meninos da sua geração, o aviador idealizava ter essa profissão desde muito pequeno. Mas, não era só mais um clichê, que muda a direção conforme o tempo passa, afinal ele realmente concluiu todas as etapas do processo e desempenhou – feliz – a função. 

É certo também que Vitale sofreu uma grande influência do pai, o piloto de táxi aéreo Clóvis Vitale, falecido em 1998. Mas não foi ‘só’ isso, como ele mesmo conta. Foi paixão à primeira vista.

“Desde criança, quando vi pela primeira vez uma aeronave, fiquei apaixonado. Era algo que estava presente na minha vida desde sempre, conhecia os prós e os contras. A aviação é uma carreira que exige muito. Muitas vezes temos que viajar, ficar longe. Sentia bastante falta do meu pai”, revela o comandante.

Em torno dos 13 anos, veio então o veredito. “Não sei o que aconteceu, decidi que queria ser piloto. Fiquei apaixonado pela profissão, pelo voo”, diz. O comandante acredita que, mesmo que o pai não tivesse esta carreira, provavelmente ele, ainda assim, teria. “Foi muito forte quando decidi ser piloto. Não tinha a menor dúvida.” 

Vitale chegou à Helisul em 2006, ‘de carona’ com um Globocop, helicóptero usado pela TV Globo para a captação de imagens aéreas e coberturas em tempo real. Naquele ano, a Helisul assumiu o contrato da operação, que até então era firmado com a antiga empresa onde o comandante trabalhava.

“Eu acabei indo junto e, daí em diante, fiquei trabalhando nessa operação até 2016”, conta o aviador. Vitale precisou dar um tempo na aviação por conta de um problema de saúde e ficou fora da empresa por dois anos. Neste intervalo, o comandante aperfeiçoou os conhecimentos como profissional. Ele fez uma graduação em processos gerenciais. “Fui conhecer um pouco mais sobre como funciona o mundo corporativo.”

Vitale retornou para a Helisul em setembro de 2018. Ele teve que deixar a paixão por pilotar helicópteros em repouso, junto com as melhores lembranças, para assumir como gerente do hangar de Congonhas. 

“Para mim, trabalhar na Helisul como piloto foi uma experiência muito boa. Um dos melhores momentos da minha vida profissional. A melhor empresa em que já trabalhei, a mais estruturada, líder de mercado. Tenho muito orgulho de atuar em uma empresa desse porte”, diz o aviador. 

Desde 2018 atuando em terra firme, Vitale comanda no FBO uma equipe de quase 30 pessoas, que atuam em pista, recepção, vans de translado de passageiros e tripulantes e administração. Segundo ele, o retorno na nova função apresentou a Helisul como uma empresa ainda mais estruturada.

“Ela está em um processo de crescimento cada vez mais interessante. E, para mim, é um desafio, porque venho de uma atividade muito diferente e assumi um hangar em um dos aeroportos mais importantes do Brasil”, afirma o comandante. 

Ele aproveitou para exaltar a equipe pelo emprenho diário nas operações. “Conto muito com o apoio de todos, aprendo muito com todo mundo a cada dia. Aqui a gente tem uma equipe muito boa”, comemora.

A paixão pelos helicópteros

Vitale tem 25 anos de profissão como aviador. O primeiro voo de instrução foi em 1987 e a estreia profissional foi em 1990. O comandante atuou inicialmente como instrutor de voo no Aeroclube de São Paulo, onde ocupou a função por sete anos. 

Foi nesse período que nasceu a paixão de Vitale pelos helicópteros. Ele fez um curso de piloto no ano de 1993, a bordo de um BELL 47 G, e nunca mais largou. Depois que passou a trabalhar com helicópteros, o avião foi praticamente abandonado, fazendo poucos voos depois disso. 

Vitale passou a ser instrutor de voo de helicóptero também e ainda trabalhou para uma empresa de táxi aéreo. “A primeira empresa que trabalhei tinha relação com a área de reportagem. Fazia o Repórter Aéreo para a Rádio Bandeirantes, de São Paulo. Depois, retornei para a instrução de voo ainda e, em 1997, passei a trabalhar em um táxi aéreo de São Paulo”. 

Neste período, Vitale sempre teve o helicóptero como instrumento de trabalho e fiel companheiro. “Me identifiquei pelo helicóptero ainda mais do que com o avião. É um tipo de voo que gosto muito. O tipo de operação que fiz aqui na Helisul, para a televisão, me dava muito prazer. Cada dia é uma rotina diferente.”

O comandante também é encantado pelo poder de liberdade que o helicóptero permite. “Você pousa em campo de futebol, voa parado, mais baixo. É um voo que você curte mais e é uma operação que, de certa forma, exige muito do piloto. O avião também exige, mas de uma maneira diferente. Eu me identifico mais com a operação do helicóptero, por esta versatilidade”, conta.

Formado em escolas da capital e do interior de São Paulo, Vitale vive com a esposa e as filhas, uma de 19 anos e outra de 17 (e que não pensam em seguir a carreira da aviação). A primogênita faz faculdade de Farmácia e a caçula acabou de terminar os estudos no Ensino Médio. “O sonho dela é trabalhar como atriz, nessa área de artes. Ela gosta muito”, bajula o pai. 

 

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